sábado, 6 de setembro de 2008

Criar ratos de laboratório custa 36 milhões de euros

"Azambuja: Investimento é forma do Governo "calar" Município pela "perda" do aeroporto da Ota

Um animalário com cerca de 25 mil gaiolas, onde serão criados, essencialmente, ratos destinados à investigação científica. Este é o único projecto privado que ruma à Azambuja incluído no pacote de compensações do Governo.

O objectivo do futuro centro de produção de cobaias é fornecer vários animais - ratos, peixes ou coelhos - a universidades e a laboratórios farmacêuticos em Portugal e a toda a Europa. Trata-se de um projecto da Fundação Champalimaud, numa parceria com a Universidade de Lisboa e a Fundação Calouste Gulbenkian.

O animalário ou biotério irá surgir na zona industrial de Vila Nova da Rainha/Azambuja, junto às antigas instalações da General Motors, que encerrou as portas há um ano e meio. O projecto insere-se no conjunto de medidas de compensação do Governo aos 16 concelhos da região a Norte e Oeste de Lisboa, que na última década viram dada como certa a construção do novo aeroporto na Ota.

De um pacote com diversos projectos estimados em 2,1 mil milhões de euros, o animalário é o único investimento liderado por entidades privadas. Os restantes são encabeçados pelas administrações Central e Local.

As cobaias produzidas naquele pólo destinam-se a ser utilizadas em diversas áreas científicas, mas com maior incidência nas doenças oncológicas e cerebrais, segundo fonte oficial da Fundação Champalimaud. O projecto traduz-se num investimento de 36 milhões de euros. Podendo criar não só centenas de postos de trabalho directos especializados (cientistas e veterinários) como indirectos, nos casos de produtores de rações, que fornecem aquele concelho que produz, essencialmente, gado bovino.

As negociações entre o município e a Fundação Champalimaud ocorreram nos últimos três meses, mas terá sido o ministro das Obras Públicas a incentivar a escolha do local, segundo o presidente da Câmara Municipal, Joaquim Ramos.

"Decorreu tudo num tempo recorde. Convidámos Leonor Beleza [presidente da Fundação Champalimaud] que, perante as condições que lhe oferecemos, mostrou-se logo interessada. Também temos excelentes acessos. Mas sem dúvida o ministro Mário Lino fez um enorme esforço para que a Azambuja ficasse com esta produção de animais", explicou o autarca (PS). "Embora não fossemos um concelho dedicado à investigação científica, esta é uma área em que poderemos vir a apostar e atrevo-me a dizer que, talvez com o aeroporto [que ficará em Alcochete] não houvesse lugar para ela", salientou.

O facto de Azambuja ter saído da Junta Metropolitana de Lisboa para entrar na Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo, onde pode usufruir de fundos comunitários de desenvolvimento, terá sido outra das razões para a sua escolha.

O mega viveiro de animais irá ser construído num terreno de três hectares, junto à EN3, não existindo ainda qualquer projecto de arquitectura aprovado."

In Jornal de Notícias
E agora, ai de quem proteste, afinal estão a criar mais postos de trabalho, visto o nosso país estar a passar por uma fase com uma taxa de desemprego muito elevada. Vamos todos aplaudir!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Experimentação Animal

"Cerca de 115 milhões de animais foram usados em investigação científica em todo o mundo só em 2005, de acordo com uma estimativa que teve em conta o número de artigos científicos publicados e que envolviam animais, revelou a União Britânica para a Abolição da Dissecação e testes em animais, num estudo citado pelo jornal “The Guardian”.
Segundo o relatório, a maioria dos animais eram roedores, que representavam 83,5 por cento. Os primatas ocupam 0,15 por cento dos casos, os gatos 0,06 e os cães 0,24.
A organização adianta ainda que a compilação dos dados não foi fácil uma vez que apenas 37 dos 142 países analisados dispunham de registos nacionais. “É chocante verificar que tão poucos países considerem importante este tipo de registo sobre os animais que sofrem nos laboratórios”, acrescentou a organização. “É difícil traçar uma realidade sobre o uso de animais em laboratório, em pleno século XXI quando os números apresentados estão tão subestimados”.
A organização lembra ainda que não estão também incluídos os animais nascidos por técnicas laboratoriais ou aqueles que são mortos para que os seus órgãos ou sangue sejam testados.

O “Guardian” lembra que no Reino Unido os investigadores têm de fazer o registo, bem como dos procedimentos usados e os animais criados por técnicas de manipulação genética. Mas nos EUA, o maior utilizador de animais de laboratório, os números oficiais, que são 17 milhões do total apurado, não incluem ratos, ratinhos, aves, peixes, répteis e anfíbios.

Em Portugal a portaria 1005/92 de 23 de Outubro, nos seus artigos 24º e 25º obriga a que todos os trabalhos de laboratório que recorram a animais sejam previamente comunicados à Direcção Geral de Pecuária, e esta está obriga a apresentar “periodicamente” a relação dos animais usados bem como o uso a que se destinaram. Cumprindo legislação europeia em vigor.
O Liechtenstein e a República de San Marino são os únicos dois países que baniram totalmente o uso de todos os animais em investigação. "



Fonte: Público

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Três em cada quatro cães são abatidos


"Em média, entram sete cães por dia no Canil Municipal de Lisboa e saem apenas dois. Cinco acabam por ser eutanasiados. É a dureza dos números de uma actividade de importância fulcral para a segurança e salubridade de uma cidade. Os animais, esses, são naturalmente o elo mais fraco


Uma imagem vale mil palavras. Mas há números que valem muitas imagens. Em cada quatro cães e gatos que dão entrada no Canil Municipal de Lisboa, três saem de lá sem vida. A maioria destes acaba por ser eutanasiada e uma pequena parte morre de doença ou causa natural. Por cada dia que passa, cinco animais acabam incinerados nos fornos crematórios do canil.


Conseguem sobreviver à arriscada experiência de passar pelo canil/gatil os animais adoptados por novos donos ou restituídos aos donos aflitos dos quais se tinham perdido. Mas não se contam apenas sortudos entre os que escapam à morte: há também os mais infelizes dos animais: aqueles que, por razões judiciais, permanecem meses, senão mesmo anos, presos no canil, em condições degradantes, à espera de uma decisão do tribunal - sim, a morosidade da justiça não afecta apenas os humanos.


Segundo dados oficiais da Câmara Municipal de Lisboa disponibilizados ao DN, em 2007, entraram no canil/gatil 2571 animais. Destes, 1361 foram recolhidos pelos serviços camarários, perdidos e vagueando pelas ruas da cidade ou em residências com condições insalubres ou desrespeitando outras normas legais. Os restantes 1210 foram entregues voluntariamente pelos próprios donos. Em alguns dos casos, com o objectivo de os abater por estarem doentes e em sofrimento; em outros casos, simplesmente para se livrarem deles, o que na maior parte dos casos acaba por dar no mesmo: abate. Com efeito, apesar dos esforços dos responsáveis pelo canil e de algumas associações que trabalham em parceria com a câmara - a SOS Animal e a Liga Portuguesa dos Direitos dos Animais -, o número de adopções continua muito abaixo do que seria necessário.


Em 2007, só 27% dos bichos que entraram nas instalações situadas em Monsanto foram adoptados. Se excluirmos aqueles que foram restituídos aos anteriores donos, a percentagem desce para 20%. E se nos basearmos nas estatísticas citadas numa carta endereçada pela Associação Acção Animal ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa, só 8% dos animais entregues pelos donos ao canil são efectivamente adoptados - um número rejeitado liminarmente pela responsável pelo canil, Luísa Costa Gomes.


Abatidos não, eutanasiados.


Luísa Costa Gomes não gosta de falar em animais abatidos e prefere o termo eutanasiados. O canil presta este serviço a todos os donos que pretendam pôr fim ao sofrimento dos seus cães e gatos ou outros animais domésticos - "temos a obrigação de facultar esse serviço". E, apesar dos custos elevados, presta-o gratuitamente. "Se cobrássemos, muitos nem sequer se davam ao trabalho de trazer cá os cães, abandonando-os em qualquer lado", justificou a responsável pelo canil. Assim, os cães sempre têm uma possibilidade de encontrar novos donos, dirão uns. Outros, mais cépticos, lembrarão que, dados os indicadores oficiais, essa possibilidade pode ser maior se forem largados na via pública."


Retirado de Diário de Notícias.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Produtos Campo Frio - A cruel verdade

Por detrás dos anúncios bonitos que vemos na TV e nos levam a acreditar em realidades adulteradas, está a agonia de milhares de animais que nos servem de alimento. Veja aqui a investigação da Igualdad Animal: http://www.InvestigacionesAnimales.org

ou aceda directamente ao vídeo: http://www.investigacionesanimales.org/videos




Boicote!
Vegetarianismo é a solução.

sábado, 19 de julho de 2008

Made in China

A China é dos países com maior taxa de criminalidade contra animais, ultimamente, a nova atracção feita pelo país oriental é a utilização de animais de uma forma macabra jamais imaginada. A chamada “atracção” é feita através do uso de animais domésticos, entre eles também, coelhos, galinhas e vacas, que são lançadas em recintos onde se encontram leões e tigres, em jardins zoológicos, usados como alimento. Os funcionários do zoo incentivam os turistas na compra dos animais, para serem oferecidos aos predadores. Este espectáculo monstruoso é assistido pelos mesmos, de forma divertida, e descontraída, nos transportes próprios para o efeito.



Aqui fica um video para ver com os seus próprios olhos a crueldade em estado puro:

http://www.youtube.com/watch?v=L-kGq5LgKxg

terça-feira, 8 de julho de 2008

Mercado negro de tigres associado a templo tailandês

"Estamos na parte mais quente do dia num mosteiro na floresta do oeste da Tailândia e os turistas são levados a fazer festas a tigres acorrentados e domesticados enquanto sorriem para a câmara.

Todos os dias neste invulgar 'templo dos tigres' 800 turistas pagam 300 baht tailandeses (cerca de € 8) pela oportunidade de interagir com estes felinos ameaçados de extinção. Os tigres, muitos dos quais nascidos no templo, vivem lado a lado com os monges e voluntários no que auto-intitulam "uma maravilhosa mistura de Budismo e conservação".

Ainda que o remoto mosteiro perto da fronteira com a Birmânia seja considerado uma atracção por alguns turistas, é o que o público não vê que desencadeou um coro crescente de protesto de grupos nacionais e internacionais de conservação, numa tentativa de chamar a atenção para a má prática conservacionista do local.
Não só o templo está a falhar na protecção do cada vez menor efectivo de tigres, como apregoa, como, revela um relatório publicado pela organização inglesa de conservação Care for the Wild International (CWI), tem vindo a comercializar ilegalmente animais com uma quinta de tigres do vizinho Laos.

"O que nos parece importante é que as pessoas saibam que isto não é conservação, estão a ser enganadas. Isto é exploração da vida selvagem", diz Guna Subramaniam, directo para o sudoeste asiático da CWI.

A CWI conduziu a sua investigação entre 2005 e 2008 com a ajuda de pessoas que se alistaram como voluntários no templo. Subramaniam também visitou o mosteiro em 2006 e 2007. Pelo contrário, o pessoal do mosteiro desmente qualquer envolvimento no comércio ilegal.

O líder do templo, Pra Achan Bhusit Chan Khantitharo, começou a recolher tigres abandonados e órfãos em 1999, de acordo com a literatura própria. Dar ou abandonar animais indesejados nos templos é uma prática budista comum, que os ofertantes consideram trazer bom karma, diz Subramaniam.

Logo depois de o templo abrir as portas ao turismo em 2000, os monges começaram a criar tigres, existindo agora 16 animais nas suas instalações.
Os monges dizem que os dólares dos turistas e as doações no site da Internet são encaminhadas para o retorno dos felinos às florestas da Tailândia, onde o seu número está reduzido a 250 a 500. No mundo inteiro restam menos de 4 mil tigres selvagens, segundo o WWF.

"Queremos tornar-nos a primeira instalação para tigres do mundo, ninguém será capaz de competir connosco", diz Rodrigo Gonzalez, tratador de tigres que vive no templo desde 2002.

Mas o relatório diz que os monges prestam muito pouco atenção à conservação e, pelo contrário, estão a comercializar ilegalmente tigres com uma quinta de tigres no Laos, diz Subramaniam. As quintas de tigres estão a fazer explodir o mercado negro de partes ilegais de tigres, como pénis ou ossos, usados na medicina tradicional chinesa.

Os investigadores responsáveis pelo relatório descobriram que os novos tigres trazidos para o templo recebem muitas vezes o mesmo nome que os que os que saem, ou seja, os animais são substituídos. Em particular, os tigres macho mais velhos são trocados por fêmeas jovens, possivelmente porque os machos se tornam menos manobráveis à medida que envelhecem.

O relatório da CWI também descobriu que ainda que a primeira cria possa ter sido doada legitimamente, as restantes foram compradas numa quinta de tigres. Um acordo de 2005, assinado por um dono de uma quinta de tigres do Laos e pelo líder do templo, adquirido pela CWI, descreve o objectivo das trocas de animais como "conservação".

No entanto, de acordo com o tratado internacional sobre o comércio de vida selvagem CITES, exportar ou importar tigres é ilegal a não ser que tenham sido emitidas licenças adequadas a uma instituição científica com um objectivo definido de conservação.

Não há qualquer evidência da existência de uma licença desse tipo para o templo, revela o relatório. O governo tailandês considera-o um santuário temporário para animais, não uma instituição de conservação.

Samart Sumanochitraporn é o director do Gabinete de Conservação da Vida Selvagem da Tailândia e refere que o governo, que por lei é o dono dos animais do templo, "está a considerar o futuro dos animais selvagens do templo sendo o mais importante a sua segurança e bem-estar. Por enquanto vão permanecer no templo, antes de serem transferidos."

Quanto ao comércio ilegal, Samart diz que "não existe confirmação de que o templo esteja envolvido em actividades ilegais com tigres".

Gonzales considera, por seu lado, que a abertura do templo budista o tornou um alvo fácil das críticas dos conservacionistas. "Se as pessoas querem implicar com o comércio de partes de tigres e sua exploração, vão para a China. Estamos a tentar fazer algo positivo aqui e se os grupos conservacionistas não percebem, azar deles."
Edwin Wiek lidera o grupo de salvamento de animais Wildlife Friends da Tailândia e refere: "Fiquei chocado ao ver que eles exibem os tigres como se tivessem sido salvos na natureza, o que não é verdade, são animais criados numa quinta."

Fiona Patchett, foi voluntária no templo entre 2005 e 2006, e testemunhou a troca de uma cria no templo, incluindo a assinatura de um contrato. O pessoal do templo disse-lhe que a cria provinha de uma quinta no Laos. Ela pensou que a troca era legítima e que haveria autorizações mas descobriu que não era assim. Durante a sua estadia, seis ou sete tigres desapareceram sem explicações.

Os tigres permanecem em jaulas 21 horas por dia e são muitas vezes maltratados pelo pessoal do templo, diz Patchett. Estes abusos são mencionados no relatório mas não houve provas de que os tigres sejam drogados para serem dóceis, algo que alguns visitantes consideraram.

O templo também está a procriar tigres sem atenção à sua subespécie, originando híbridos e negando o objectivo da conservação, concordam os peritos. Mas Gonzalez, que como a maioria dos voluntários não tem qualquer experiência de conservação, diz que o templo apenas pretende conservar o tigre de modo geral.
A alegação de criar o maior santuário de tigres do mundo e ensinar os felinos a caçar para os libertar na natureza também é irrealista, dizem os peritos. Nenhum tigre criado em cativeiro alguma vez foi reintroduzido com sucesso, diz Mahendra Shrestha, director do Save the Tiger Fund.

Em última análise, o foco deve ser conservar os tigres que restam na natureza, diz Wiek. "Ainda existem populações protegidas e sustentáveis. Ainda temos hipótese de ter um futuro e isso é que importa, não tigres em jaulas que não são subespécies puras."

Wiek e outros conservacionistas estão preocupados com o facto de o poder do budismo poder induzir em erro os turistas de forma a que pensem que estão a salvar tigres. "Pagar US$ 30 por uma fotografia com um tigre domesticado não passa de um lucrativo número de circo, nada mais."

Retirado de News Of The Wild

domingo, 6 de julho de 2008

VOTA SIM

Vota “Oui” (“Sim”) na sondagem online “Faut-il interdire les corridas?” (“É preciso proibir as touradas?”), aqui:

http://www.vsd.fr/contenu-editorial/ca-fait-debat/le-duel/98-faut-il-interdire-les-corridas

Cada voto é importante e não custa nada!
Obrigada ;)